Acabada de chegar do Brasil e com um filho pequeno em casa, recorri à pessoa em quem sempre confiei para concretizar um desejo ou pedido especial no que toca à confecção de roupa por medida, mas desta vez não era um vestido para um casamento ou uma festa que me fazia bater-lhe à porta – queria aprender mais sobre a arte na qual esta senhora é mestra.

 

A Aida abriu-me a porta, os braços e o coração e desde então a sua generosidade não tem tido limites. Mais que professora, mentora e mestra, é amiga, conselheira, uma outra mãe que surgiu na minha vida e que me tem ensinado tanto sobre o métier, como sobre a vida.

–  Um dia, quando for crescida, gostava de fazer um blazer – disse eu, logo nos primeiros dias em que comecei a vir ao atelier.

–  Um dia? Se nunca fizeste um, é mesmo por aí que vamos começar. – ouvi de volta.

 

“Oh, pânico, tragédia, desespero! Nunca serei capaz”, pensei eu. Mas uma imagem vale mais que mil palavras e ele aqui está – hoje, passados três anos, vejo-lhe imensos defeitos, mas continuo cheia de orgulho dele.

 

Mas mais que isso, estou muito agradecida a esta “família” que, literalmente, me perfilhou – muito obrigada Aida, Ana, Lina, Fernanda, Lurdes e Tó Zé, sem vocês eu não teria chegado até aqui.